terça-feira, 8 de setembro de 2009
DIA MUNDIAL SEM CARRO
Mais do que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa durante um só dia, a idéia da campanha é marcar a luta por um transporte público de qualidade, por menos poluição do ar, por respeito ao pedestre, por mais ciclovias, enfim, pela mobilidade urbana.
No dia 21 de setembro, segunda-feira, estão previstos dois debates, para os quais gostaríamos de contar com a sua presença:
“O impacto da poluição sobre a saúde pública”
Horário: 9h às 13h
Local: Teatro da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 - Cerqueira Cesar
O objetivo do encontro é debater as principais questões e propor soluções para diminuir a poluição e melhorar a qualidade do ar e a saúde da população nas grandes cidades brasileiras, especialmente em São Paulo.
Neste seminário será apresentado um panorama da poluição, da qualidade do ar, e o impacto na saúde por autoridades médicas e governamentais da área. Representantes de diversos setores (combustíveis, motores, inspeção veicular, consumidores, ministério público) discutirão responsabilidades e soluções.
A agenda provisória do evento é a seguinte:
Abertura
Painel 1 - A poluição do ar em São Paulo e suas causas
Claudio Alonso - CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - confirmado
Painel 2 - O efeito da poluição na saúde pública
Paulo Saldiva – Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - confirmado
Antonio Carlos Palandri Chagas – Presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia - confirmado
Januario Montone – Secretário municipal da Saúde - confirmado
Painel 3 - Ruído urbano e seus efeitos na saúde pública
Alfred Szwarc - ADS tecnologia e desenvolvimento sustentável - confirmado
Mesa Redonda - Responsabilidades e Soluções - Debate buscando pontos de convergência para solução dos problemas
Lisa Idec – Coordenadora Executiva do IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor - confirmada
Hélio Mattar – Diretor-Presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente - confirmado
Alfred Szwarc - ADS tecnologia e desenvolvimento sustentável - confirmado
José Sérgio Gabrielli – Presidente da Petrobrás
Eduardo Jorge – Secretário municipal do Verde e Meio Ambiente - confirmado
Xico Graziano – Secretário estadual do Meio Ambiente – representante:
Carlos Ibsen Vianna Lacava - Diretoria de Tecnologia, Qualidade e Avaliação Ambiental da CETESB - confirmado
José Eduardo Ismael Lutti – Promotor secretário executivo da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Capital - confirmado
Cledorvino Belini – Presidente da Fiat
Marcos Sérgio de Oliveira – Presidente da Ford
Thomas Schmall – Presidente da Volkswagen
Sven Antosson – Presidente da Scania
Tommy Svensson – Presidente da Volvo
Gero Hermann – Presidente da Mercedes-Benz
Encerramento
Por favor, confirme presença pelo e-mail zuleica@isps.org.br
“Mobilidade urbana - A importância de um Plano Municipal de Transportes em São Paulo”
Horário: 19h30 às 21h30
Local: a confirmar
O objetivo principal é elaborar uma proposta para o Plano de Circulação Viária e Transportes para a cidade de São Paulo. O plano está previsto no Plano Diretor Estratégico e, pela lei, deveria estar pronto desde 2006.
A partir do encontro, a idéia é formar uma comissão com representantes da sociedade civil para dar apoio à Prefeitura, levando propostas com foco nos ideais de cidade sustentável e incentivando a concretização do Plano.
Além disso, o seminário tem como objetivos:
- Traçar um breve panorama da cidade de São Paulo, no que diz respeito ao planejamento e construção da cidade do ponto de vista da mobilidade urbana e transportes;
- Apresentar alternativas, possibilidades e propostas para melhorar a mobilidade urbana na cidade, e
- Mobilizar os participantes para as atividades do dia 22 de setembro.
Foram convidados para fazer parte dessa mesa: Alencar Izidoro, jornalista da Folha de São Paulo; Ladislau Dowbor, professor de pós-graduação em economia e administração da PUC-SP (confirmado); Assuncion Blanco, da Associação Viva Pacaembu; João Lacerda, da ONG Transporte Ativo (confirmado); Horácio Figueira (vice-presidente da Associação Brasileira de Pedestres e consultor da Abramet - Associação Brasileira de Medicina de Tráfego ( confirmado) e Hugo Pietrantonio, professor doutor em engenharia de transportes da Universidade de São Paulo.
Por favor, confirme presença pelo e-mail andrea@isps.org.br
Além da realização dos seminários, para o dia 22 de setembro, Dia Mundial Sem Carro, estão programadas várias atividades:
Das 7h às 19h, “Vaga Viva” (esquina da R. Padre João Manoel e Av. Paulista, ao lado do Conjunto Nacional) – transformação de espaços de estacionamento na rua em local de convivência e práticas lúdicas. O espaço também será utilizado para uma oficina de montagem de “ando-móveis”, estruturas de madeira que lembram o formado de um automóvel, mas que são movidas pelas pessoas.
A partir das 9h, marginal do Rio Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras, “Praia do Tietê” – Atividade promovida pela Fundação SOS Mata Atlântica que pretende reunir 200 pessoas para encenar uma manhã de lazer, com caminhada, jogos e até espaço para banho de sol na "praia do Tietê". O cenário contará com esteiras, cadeiras de praia e guarda-sol. O objetivo é imaginar uma cidade com rios limpos, revitalizados, atraentes para a população.
A partir das 9h, Av. Paulista com rua Augusta, Manifesto por um ar mais limpo e em favor da mobilidade urbana em São Paulo – com máscaras anti-poluição, participantes distribuirão um manifesto, inédito, assinado por diversas organizações, que alerta sobre os impactos da poluição veicular na saúde pública e no aquecimento global e sobre a urgência de medidas que estimulem a mobilidade sustentável – ciclovias, transporte público acessível e de qualidade, prioridade ao pedestre.
Informações atualizadas sobre as atividades estão disponíveis nos portais www.nossasaopaulo.org.br e no www.diamundialsemcarro.ning.com
Contamos com a sua participação!
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
PT se reduziu ao papel de manter Lula no poder, diz 'Economist'
Um artigo na edição desta semana da revista britânica The Economist afirma que o Partido dos Trabalhadores (PT) se reduziu ao papel de manter seu líder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no poder.
Comentando a recente crise no Senado causada pelas denúncias contra o presidente da Casa, José Sarney, e saída dos senadores Flávio Arns e Marina Silva do PT, a publicação afirma que o partido, que se via "socialista, ético, jovem e até romântico" no seu início, "reduziu-se ao papel de fazer com que Lula chegasse ao poder e se mantivesse nele".
A The Economist afirma que a recente crise começou quanto Lula "utilizou seu poder" para levar o PT a apoiar Sarney, que a revista classifica como "um líder político antigo, que muitos que entraram no PT queriam tirar da política".
Para a revista, o apoio de Lula a Sarney tem o objetivo de garantir o apoio do PMDB a Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2010.
A ministra-chefe da Casa Civil é classificada pela publicação como "uma nova recruta no PT", com uma "competência impressionante, mas com falta de carisma para conseguir votos, como tem o presidente".
Citando algumas dificuldades para a candidatura Dilma - como o diagnóstico de câncer e as denúncias da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira - a Economist afirma, no entanto, que o maior desafio para a petista talvez seja a candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV.
"(Marina) Silva dificilmente se tornará a próxima presidente do Brasil, mas ela pode tirar votos de (Dilma) Rousseff. Antes disso, no entanto, ela terá que ordenar o Partido Verde, que também perdeu seu ímpeto moral em algum lugar de Brasília."
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Brasilidades
Esse último me fez lembrar um dia que estava no ônibus, Av. Rebouças. Aquele trânsito de 6 da tarde e quando eu olho para o lado, um carro da PM, três guardas e um homem negro, roupas simples, havaiana no pé, tomando enquadro da PM. Posso estar errado, mas acho que lembro de ver o policial dando uns tapas no cara quando o ônibus partia. "Preto e pobre, aqui em lugar de granfino, tá roubando" deve ter pensado o PM, que era mulato.
Isso me lembra outro episódio de enquadro, quando eu chegava de tarde em casa. Voltei da escola (ainda estava no ensino médio), com dois tacos - daqueles de jogar taco - dentro de um saco preto de lixo. Não é que para uma viatura ao meu lado, o PM apontando a arma na minha cara. Por sorte só fui revistado, o PM abriu o saco para ver o que tinha dentro, perguntou o que estava fazendo, e só.
Garoto branco, (não posso dizer bem-vestido), voltando da escola, não toma tapa na cara...
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Hipocrisia
"Mudança de Discurso
Blairo Maggi defende o meio ambiente"
O maior produtor de soja do mundo, que já foi chamdo de "estuprador da floresta", acha que usar etanol na motoserra é ecológico.
Não pude ver a entrevista, mas deve ter sido no mínimo cômica.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O que é revolução?
Sobre o texto:
1 - Grosso modo, pode-se dizer que Marx identifica na luta de classes - e as distensões causadas por ela - a causa da inevitabilidade da revolução. Assim foi na Revolução Burguesa.
2 - Por Revolução, entende-se uma mudança brusca nas bases estruturais das relações de uma sociedade. Essa se daria através da tomada do poder para transformar as relações e por fim destruir o próprio poder, reconstruindo a forma como a sociedade se estrutura
3- Entre os atores sociais, ele identifica no proletariado [1] [2] [3] a classe responsável pela revolução.
4 - O proletariado forma-se e começa a se estrutura enquanto classe a partir da I Revolução Industrial, no século XVIII, e tardiamente, nos países coloniais, no século XX
Minhas conclusões:
1 - Marx e marxistas pecam, não só por apostar na inevitabilidade da revolução (que é um conceito importante principalmente pelo peso político), mas também por entender que o Poder na sociedade emana de um ponto superior, em estrutura piramidal, e que esse ponto seria o Estado. (Ver Foucalt, Genealogia do Poder)
2 - Em oposição, ao conceito de revolução [como mudança nas relações através da tomada do poder] versus reformismo, meu entendimento é de que o Poder não se toma, mas se exerce. Que existem mecanismos que ampliam o poder, mas ele se exerce em rede, não só de cima para baixo, mas também de baixo para cima, horizontalmente, em várias direções.
3 - Nessa perspectiva, acho pouco provável que a "simples" tomada do poder (entendo por esse o estado) seja suficiente ou eficiente para mudar as relações na sociedade sem que se trasforme as relações de poder na sociedade, que é também o objetivo final da revolução.
4 - O proletariado identificado por Marx, que perdurou por muito tempo em diversas sociedades, a partir do século XXI sofre bruscas e intensas mudanças, por conta do estado de desenvolvimento das forças econômicas.
4.1 - o proletariado não é mais uma classe homogênia, que trabalha em uma parte do sistema produtivo, alienada ao todo.
4.2 - A grande parcela proletarizada da população encontra-se nas mais diversas áreas, principalmente no setor de serviços (atendente de telemarketing) ou comércio (vendedor).
4.3 - Nos setores produtivos as empresas buscam implementar técnicas cada vez mais orgânicas de gestão, fazendo o trabalhador paticipar de todas as partes do processo produtivo, terceirizando muitas partes desse processo e, em muitos casos, buscando manter uma relação orgânica também com as empresas que realizam os serviços terceirizados, sem contar a crescente especialização no setor.
5 - Finalmente, chego a conclusão de que, para se pensar em implantar o socialismo ou o comunismo, partidos e movimentos precisam repensar:
i - As formas de alterar as relações de poder na sociedade com perspectiva global e atentar às novas questões como o meio ambiente, sem excluir o empoderamento do Estado pelo povo, mas tão pouco priorizá-lo.
ii - Os movimentos e principalmente os partidos devem repensar, sem abandonar a perspectiva de classes, os atores dessa mudança, valorizando uma participação democrática e popular, mas não necessariamente proletária e/ou vanguardista.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Boca Suja - Sérgio Vaz
Porra
caralho
a fome
é foda.
Respeitar o que,
seus filhos da puta?
Ficam aí
cagando leis
no caminho da gente…
É isso mesmo:
vão pra puta que pariu!
Bando de cuzão.
Ontem
vi seus eleitores
pedindo esmola na calçada,
tinha até criancinha.
Não viu não, seu merda?
É isso mesmo,
boca vazia
fica nervosa
e suja fácil.
Vão tomar no cu.
Agora eu é que sou indecente. Sei.
Ainda tem
uns cu de burro
que tem coragem
de ir à missa
no culto rezar pra cristo ajudar.
É um milagre
que o povo não se revolte
e coma as vísceras dessas hienas.
E deus,
tá fazendo o que que não vê isso?
Não rezo. Pra ninguém.
Criança comendo
resto de comida
e os vermes vendendo
pedaço de céu.
Os putos
não dão um puto
pro pedaço de pão
e ainda bota tudo
na conta do pecado.
Eu é que não digo amém.
É foda
uns roubam pra comer
e uns comem pra roubar,
e quando acabar
o indecente sou eu.
Não, ninguém tem culpa,
a culpa é minha
que cuspo palavras
de baixo calão. Só.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Crise de meia pós-modernidade
grande, no sentido de abrangente, apenas, sem pretensões.
Quando se quer fazer muito, mas não se reconhece plenamente nem uma das alternativas disponíveis, pelo menos não no seu meio, é difícil porque você acha que tudo ou nada pode dar certo.
É uma questão de praxis, de experimentação, e varia em cada momento, de acordo com os outros atores sociais. E todas as medidas se relativizam.
E os fins são bem pouco claros, mas os meios são importantíssimos.
As vezes acho que o fim (o sentido final, uma teoria final, uma realidade final) na verdade é um grande meio que funciona muito bem.
Já que essa dialética da humanidade não parece que vai parar tão cedo, mas quem sabe diminuam os extremos no embate.
