Hoje ví pela terceira vez em menos de duas semanas o filme aí de cima.
Ele me lembrou algumas coisas engraçadas sobre a vida...
Eu sempre penso que nossa maior luta é contra nós mesmos. Que é a de não nos rendermos ao nosso próprio Clube da Luta (mesmo que para a maioria das pessoas isso seja só ser grosso com os outros ou viver dando patada, o que não deixa de ser meio violento, subjetivamente).
Das primeiras duas vezes eu achei o filme o máximo, na terceira nem tanto. Deixem-me explicar.
Penso que a maioria das pessoas se sente insatisfeita com a sociedade, principalmente nós, jovens, e adultos de meia idade com carreiras frustrantes. São eles que estão no filme. E estão se livrando de tudo isso.
E a história é tão perfeita porquê lá eles jogam tudo para o alto, por uma causa em que acreditam. Tudo em um movimento que até podería ser chamado de revolucionário (e no final acaba sendo mesmo). E como? Colapso do sistema financeiro. Lindo.
Isso sem contar as críticas incessantes ao consumismo.
Mas aí vem o porém.
Lá eles perdem aquela batalha que eu falei. Isso porquê eu vejo algumas coisas como o jeito mais fácil de resolver problemas: se tornar arrogante, presunçoso, orgulhoso, ou violento. E é bem aí, quando nos rendemos, que somos derrotados.
Que para muitos a vida seja uma merda, e seja bem difícil lidar com isso, eu entendo.
Aí, não só nesse filme, mas também nos mitos e folclores de toda a humanidade, temos que apostar nossa vida na mudança.
Não se cojita muito a mudança de cada pequeno detalhe do nosso dia-a-dia, das coisas que gostamos tanto ou estamos acostumados a fazer, mas deveríamos largar.
Depois de tudo isso eu me pergunto..
Não mudamos por medo da morte, e medo de apostar a vida nessa mudança?
Ou somos acomodados demais para mudar nossa rotina?
Então usamos a desculpa de que só uma revolução (que seria violenta, dura e incerta), funcionaria, e também temos medo?
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1 ano atrás
2 comentários:
muito maduro o texto, me surpreendeu. talvez meu sonho esteja perto de se concretizar então? acho que vai ser exponencial, sempre: tende ao infinito mas nunca o alcança. ou que nem a lua perseguindo o sol, e vice-versa.
é engraçado como você sempre provoca no final, interatividade.
amo você
beijos
Temos medo, todos. Pq no fim das contas, eu fico aqui a bancar intelectualismo, mas só o que eu quero é ser feliz, gordo, suado, endinheirado e alienado.
Vc também, seu revolucionário de merda (hahahahaha, brincadeira, queridão)!
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