quarta-feira, 12 de março de 2008

Duas falhas e uma falta


Menino de 8 anos foi aprovado em direito na UNIP, em Goiânia. Notícia fria. Algum espanto nacional: garoto gênio ou vestibular fraco? Cobertura fraca, isso sim. Não entendo porquê certos veículos (a maioria?) acha que explorar ao máximo uma personalidade na matéria é o que vende, o mais adequado que não é. Apenas hoje, vejo algo novo no site do Estadão, dizendo que "o Ministério Público Federal de Goiás anunciou ontem (7) a decisão de investigar a Unip (Universidade Paulista) de Goiânia por suspeita de mercantilização da prestação de ensino."
Esqueceram, claro, de comentar a pressão da OAB por causa da enxurrada de "advogados" mal formado que tem saído na praça. E mais: cadê a discussão sobre o ensino superior no país? Sobre a mercantilização do ensino como um todo (apesar de mencionado no parágrafo, isso não entrou na matéria do Estado)?

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O trânsito de São Paulo está ruim e vai piorar. Em entrevista na Folha de domingo, o presidente da CET afirmou que o número de carros só aumenta, em grande parte pela verticalização das cidades, fato sobre o qual a companhia não tem controle. Segundo o entrevistado (ou o que apareceu na entrevista), as medidas possíveis são a troca de semáforos e a futura colocação de chips em veículos (sem falar para quê), nem pensar em "medidas radicais." Pois é. Apenas uma menção ao excesso de veículos com somente um único ocupante. Será que ele não sabe, mas esse é um dos grandes fatores que, se mudar, o trânsito melhora, e muito? Será que os jornalistas também ignoram isso ou o linha editorial prefere não encher o saco do publico leitor, a boa e velha classe média que vai de carro, sozinha, para o trabalho? Porquê não fala também (o que linkaria perfeitamente com a entrevista) do péssimo estado do transporte público, insuficiência de veículos e linhas?

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Notícia que não sai no Brasil, muito menos nos Estados Unidos.

Diego Garcia é o nome de uma ilha localizada bem no meio do Oceano Índico. Posse britânica, fruto do imperialismo do século XIX, foi cedida aos EUA para abrigar uma base militar no período da Guerra Fria. Até aí nada demais, tirando o fato de que moravam pessoas nessa ilha. Toda uma população nativa que, se não foi chacinada no passado, acabou sendo expulsa de forma maciça na década de 70.
Mas a Ilha está localizada em ponto estratégico do planeta, diria um analista político.
Não acho que esse ou qualquer outro argumento seja suficiente para expulsar 2000 pessoas da ilha no Arquipélago de Chagos para as Ilhas Maurícias, onde muitos passaram a mendigar ou se prostituir, para não cair na miséria. Foram deslocados à força de uma vida simples na qual cultivavam hortas caseira e retiravam o que fosse preciso da natureza para uma sociedade estranha e que não os soube receber (e nem se preocupou com isso).
Desde o fim da década de 90, quando documentos sigilosos sobre o assunto foram abertos ao público, os Chagossianos vêm procurando reaver o direito de voltar para suas casas e de que uma indenização seja paga pela injustiça que sofreram. Até agora a luta se arrasta com certas dificuldades na corte inglesa, e pelo fato da ilha se tratar de um importante ponto de abastecimento para a frota americana, as pressões externas contribuem de forma negativa.
Dois ativistas britânicos pelos direitos humanos foram presos recentemente quando navegavam próximos à Diego Garcia. Eles não foram os primeiros e, se depender da vontade de muitos que lutam por justiça, assim como o próprio povo chagossiano, não serão os últimos.

1 comentários:

Lia Lupilo disse...

uma ou outra putaria escapa.
[dizem que tudo que é encoberto algum dia aparece]
a questão é: alguém se importa?

beijos encorajadores

ps: hoje foi dia de discussão, não quero falar mais nada por hoje, mas depois converso com você e com calma