quinta-feira, 24 de abril de 2008

Greenwash

O aumento da abordagem de temáticas como meio ambiente, responsabilidade social e aquecimento global não são só sinal de uma maior conscientização da população.
Haja visto Al Gore que, apesar de ter feito um ótimo trabalho didático e baseado em dados consistentes (An Inconvenient Truth), não deixou de fazer uma certa promoção pessoal.
Fosse esse o pior dos exemplos, mas acho que fica mesmo no hall dos mais inofensivos.
O medo do aquecimento global tem criado uma demanda maior por produtos e empresas "verdes", assim como um maior interesse pelo assunto. E o Marketing está sempre atento às tendências do consumidor.
Assim, temos atualmente o problema do Greenwash. Lavagem de dinheiro pseudo-ecológica? Mais ou menos isso.
De acordo com aquilo que já li e com os sites que acompanho, pode-se definir o greenwash como estratégia de Marketing. É quase literalmente "pintar de verde".
O princípio básico é atrelar a imagem da empresa e/ou seus produtos à práticas ecológicas, socialmente responsáveis ou o que seja, mesma que a empresa não as siga. A criação de propagandas que defendem o uso do carvão como uma alternativa menos poluidora ao petróleo (ou as vezes o contrário), a etiqueta de "verde" em qualquer produto novo que, por exemplo, consuma menos energia mas ainda contenha metais pesados, são algumas estratégias muito comuns. (Vocês se lembram que a palavra light nas embalagens de comida muitas vezes não significa nada não é?)
Isso é bem simples. São o marketing e a propaganda atrelando imagens e conceitos à seus produtos sem que eles sigam padrões éticos / ambientais / sociais condizentes.
Combater o Greeswash é fácil: pesquisando de onde vem o produto que se compra, a forma de fabricação, se são recicláveis.. coisas simples, e não apenas confiar nas propagandas.
Por isso, mais uma vez, fica na mão do cidadão ter consciência real de suas ações.


Um pouco mais:

stopgreenwash

gramadosite

0 comentários: